"Vislumbramos uma aliança com PMDB no governo, PSB como vice e PT no Senado, na oportunidade admitiu ser candidato a deputado estadual. Esse é um projeto em discussão", disse o secretário de Estado da Casa Civil do Governo do Estado, Sílvio Santos, que pela terceira vez aceitou o convite do NosnoCabaré.com.Convidados, que está em sua 65ª edição, e acontece todas as quintas-feiras no Facebaar, na Rua Joventina Alves, próximo à Praça da Imprensa.
O secretário trouxe diversos temas entre eles a inclusão de pessoas na economia nacional, devido aos programas assistenciais do Executivo Federal implantados desde o governo Lula; pincelou as manifestações nacionais ocorridas em junho e comentou o cenário político local.
Crescimento:
Exaltando os incentivos fiscais dados pelos governos petistas, federal e estadual, Sílvio Santos acredita serem esses os fatores responsáveis por Sergipe ser o segundo maior produtor de milho do Nordeste brasileiro, um excelente crescimento na indústria sergipana além da inclusão social e do aumento de renda das camadas mais pobres da população. Entretanto, o secretário acredita que poderia ser feito ainda muito mais, haja vista os pedidos generalizados da população que foi às ruas reivindicarem melhorias na saúde, transporte e educação. "É preciso que os governos reflitam e produzam mais recursos para fazerem frente a essas demandas".
Entendimento:
As constantes notas e chamadas na imprensa sergipana dão conta de uma possível ruptura entre o PT, partido do governador, Marcelo Déda, e do qual o secretário é militante, e o PMDB, do vice-governador (o governador em exercício), Jackson Barreto, que está costurando nos bastidores, em conversas com deputados oposicionistas, a possibilidade de maioria na Assembleia Legislativa. Indagado sobre o fato, Silvio Santos negou que isso aconteça, e apontou para uma possível composição com o PSB e o PMDB para as eleições de 2014. "Vislumbramos uma aliança com PMDB no governo, PSB como vice e PT no Senado, mas ainda não há nada garantido". Sobre se haverá ou não uma aliança com o DEM ou PSC, Sílvio Santos tratou logo de descartar a primeira hipótese. "Nossos aliados são livres para escolher o que melhor lhes aprouver; historicamente nós somos contrários ao DEM e não faremos parte da composição, mas o PSC é aliado nacional e na política local tudo pode acontecer", esclareceu.
Conhecido por ser um homem de unidade e nunca ter ido contra as diretrizes partidárias, Sílvio Santos, apesar dos boatos de atritos com o correligionário, deputado federal e Rogério Carvalho, esquivou-se e disse ser um homem de construção partidária que não gosta de enfrentamentos. "Se eu não servir para aglutinar não faço parte da disputa. Não podemos perder de vista a unidade, mesmo que haja divergências internas, o que é normal", declarou.
Nas entrelinhas, Sílvio Santos criticou a forma como Jackson Barreto vem conduzindo o governo durante a interinidade. Alegando que buscou os deputados para conversar assim que assumiu a pasta, a forma com que conduziu as conversas foi "levando em consideração o interlocutor para ver a margem de negociação e conhecer os limites, pois ainda que vote contra tanto a maioria quanto a minoria têm representação na sociedade" e com bastante respeito às diferenças.
Servidores
Quando falou sobre o tratamento dado por governador interino às diversas categorias de servidores (administração geral, saúde, e demais frentes) que querem negociar o reajuste salarial e as condições de trabalhos, ele foi taxativo: "O governo deveria ter tratado todas as categorias de forma equânime. Sou crítico à isso e podemos reavaliar a relação com os servidores".
Por Elaine Mesoli

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