sexta-feira, 12 de abril de 2013

“EU NÃO TENHO MAIS SAÚDE PARA DISCUTIR O PROINVEST”, AFIRMA MARCELO DÉDA

Por: Chico Freire

O apoio desses partidos da nossa base (PT, PMDB, PSB, PCdoB, PSD, além de outros) indicam com muita firmeza a solidez da pré-candidatura do vice-governador Jackson Barreto (PMDB) ao governo do Estado nas eleições de 2014. Foi o que disse na manhã de ontem o governador Marcelo Déda (PT) ao ser consultada se o apoio desse partido consolida a pré-candidatura de Jackson ao governo.

Observa o governador que esse processo só vai se consolidar de maneira efetiva a partir do próximo ano, por esse o ano de consultas, de discussão, de construção de bom senso, de avaliação de possibilidades, “e creio que Jackson tem buscado esse dialogo, tem tomado iniciativa de sondar os seus companheiros de consolidação de modo a fortalecer essa possibilidade de candidatura, mas o processo de candidatura efetivamente ele só vai acontecer no próximo ano”, disse, acrescentando ser natural que as pessoas trabalhem nomes e façam as sondagens, façam os contatos preliminares, mas é um tema que só a partir de janeiro vamos discutir efetivamente.



Mais uma vez o governador ao ser questionado se está fechado alguma porta no sentido de uma possível aliança com o DEM do prefeito João Alves Filho, mais uma vez Déda nega essa possibilidade. “A única coisa que eu e o prefeito de Aracaju discutimos no sentido de abrir, foi avenidas e rodovias. Nós não discutimos em abrir ou fechar portas de política. Nós discutimos um programa de investimentos, um programa de ações integradas entre o governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Aracaju. Não discutimos em momento algum política de Sergipe, até porque, o prefeito é do DEM e eu sou do PT, ou seja, de dois blocos políticos distintos. Os meus aliados faze oposição ao governo municipal e os aliados de doutor João fazem oposição legitima ao governo do Estado.

Proinveste – Perguntado se existe alguma “força oculta” inviabilizando a aprovação do Proinveste na Assembléia Legislativa, como disse o deputado estadual Zezinho Guimarães (PMDB), Déda disse que fez aquilo que teria que fazer e a sociedade testemunhou. “Nós nos sentamos de forma transparente, aberta, ética, sem qualquer espécie de cooptação ilegal, ilegítima, discutindo os interesses de Sergipe e as obras prioritárias do Proinveste, e fizemos um acordo, um acordo transparente que consta da lei, que são as relações de investimentos que foram discutidos”.

Diz o governador que o debate do Proinveste foi esgotado e que não há nenhum ponto sem solução. “Não há nenhum laço desamarrado, tudo foi amarrado e agora é a rotina da Assembléia Legislativa e quero dizer com toda a sinceridade que espero que na próxima semana seja votado”.
Acentua o governador não está com nenhuma desconfiança, com nenhuma reserva, entendendo que havia um problema na pauta que eram os vetos governamentais que estavam travando a pauta, mas que já foram aprovados nas Comissões, “e quero dizer que eu não tenho mais saúde para ficar discutindo o Proinveste, o que tinha que fazer já fiz e gora está nas mãos dos deputados e que tenho plena convicção que vão votar por unanimidade e vão permitir que eu possa correr para Brasília para dentro de 60 dias tramitar, ser aprovado e liberado o dinheiro senão a gente perde.

Eduardo Campos – Perguntado sobre uma possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) para presidente da Republica, Déda disse se tratar de um tema do PSB e que é a coisa mais natural um partido querer lançar candidato, “não há nada de grave e nem de estranho”, frisou.
- O que nós temos insistindo nos contatos que tenho tido com Eduardo, nas declarações que tenho dado na imprensa nacional, é que o mundo não termina em 2014. A presidente Dilma quando concorrer em 2010, todos nós do PT, do PSB, do PMDB e dos demais partidos coligados, sabíamos que tendo em vista a legislação brasileira que prevê reeleição, ela se elegendo naturalmente que ira concorrer à reeleição, é quase que um direito natural que um candidato tem e quando revela que tem condições pra isso, pleitear que os seus aliados o apoi na reeleição – acentuou.

Diz o governador que hoje no Brasil funciona um sistema eleitoral parecido com o dos Estados Unidos, onde um presidente, um governador ou um prefeito, quando lança sua candidatura não pensa mais em quatro anos, ele prensa num projeto de governo para dois mandatos já que há a possibilidade de reeleição. “Então, todos nós que estivemos no palanque de Dilma em 2010, tínhamos plena convicção de que ela se fizesse um bom governo, se tivesse com popularidade e com aprovação seria a candidata natural a reeleição. E o que vemos hoje nas pesquisas é um governo extraordinariamente bem avaliado. O governo mais bem avaliado na historia recente do Brasil”, comemora.

Ainda de acordo com o governador, é natural que a presidente Dilma tenha o direito de aspirar a sua recondução à presidência da Republica. Agora, isso é uma obrigação, tem que ser empurrado na goela do aliado, não, isso tem que ser fruto do dialogo, de conversa, de entendimento. Repito, o PSB tem direito de lançar candidato a presidente e Eduardo Campos não tem apenas direito, tem condições de ser candidato.
Agora, a pergunta que se faz é: “É agora. Tem que ser nesse pleito. Nós não podemos está contribuindo para fragilizar o nosso bloco e abrir duas portas pra o fortalecimento dos setores que nós derrotamos há 10 anos atrás, adverte Déda, enfatizando que, na sua opinião na impede que nas eleições de 2018, haja um candidato do partido aliado.

A observação feita pelo governador retoma ao período em que foi prefeito de Aracaju, tem Edvaldo Nogueira, do PCdoB como seu vice, e assumiu o mandato com a renuncia para se candidatar ao governo do estado e concorreu à reeleição com o apoio de Marcelo Déda, governador do Estado. Para a sucessão de Edvaldo, Marcelo Déda apoiou a candidatura do deputado federal Valadares Filho (PSB), que foi derrotado pelo hoje prefeito João Alves Filho (DEM).

- Estamos caminhando para termos uma aliança com um aliado na próxima eleição, então, são as condições do momento. Eu acho que nada impede como um nome como o de Eduardo possa nos unir a todos em 2018. Acho que devemos conversar mais, avaliar mais, analisar mais, compreender mais a dinâmica política brasileira. Repito, se não for possível é completamente natural e não será a primeira vez. O PSB já lançou Garotinho, Ciro Gomes e disputamos as eleições e posteriormente nós fomos capazes de reconstruir as nossas relações políticas e consolidar outros projetos -.

Para Déda é preciso nesse momento ter compreensão, ter calma e pensar, sobretudo no Brasil e no que é melhor para o Brasil. Se é garantir e consolidar um projeto vitorioso ou se é abrir a porta para a divisão. 

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