terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Diárias do TCE - Não tenho nada a esconder, diz Reinaldo Moura

Não tenho nada para esconder naquilo que se refere a Reinaldo Moura. Se em dois anos como presidente da Corte de Contas, fiz 24 viagens, significa uma viagem por mês, o que está de bom tamanho para um presidente. Foi o que disse o conselheiro Reinaldo Moura, sobre as viagens e diárias que fez e recebeu no período de 2009/2010.
Já com relação ao número de diárias, o conselheiro disse também não ver nada demais, até porque, quando se vai representar a instituição em solenidades e resolver assuntos de interesse do órgão, nem sempre se resume tudo em um único dia.
Reinaldo disse cumprimentar o ex-deputado estadual Nelson Araújo, mas acha que Nelson deveria pedir a todo mundo, Ministério Público, Tribunal de Justiça, ou seja, a todos os órgãos. “Acho que o procedimento deveria ser adotado por todo mundo”.
Segundo ele, um presidente de uma Corte de Contas, recebe vários convites não só para posse de colegas de Cortas de Contas e que nunca acontece no mesmo dia, como também para representar a instituição em eventos e solenidades.
Ainda de acordo com Reinaldo, não se representar o órgão apenas em atividades que envolvam os Tribunais de Contas, mas em outras solenidades onde o presidente da Corte é convidado a representar a sua instituição.
Com relação as viagens que fez a Brasília, Reinaldo diz que foi a Brasília para tratar de assuntos relativos as comemorações dos 40 anos do TCE e para reuniões no Tribunal de Contas da União. “Você acha que é justo convidar uma autoridade como um ministro do Supremo Tribunal Federal, a exemplo de Carlos Britto, por carta, telefone ou e-mail”, questiona do conselheiro, ressaltando estranhar os comentários a cerca das suas viagens por não ter nada a esconder, frisou. “Fui sim a Brasília e não conversei apenas com o ministro Carlos Britto, mas também com outros ministros”.
- Acho que deveria ser normal, mas não um fato diferenciado e que a prestação deveria ser mensal -, disse, lamentando não ser mais presidente da Corte para fazer essa prestação mensalmente.
Com relação ao valor das diárias, disse não lembrar no momento o valor exato, mas acredita que era entre R$ 500 e R$ 600. “Se viajei uma vez por mês em dois anos de mandato, acho que tá de bom tamanho”, disse, referindo-se as 24 viagens que fez em dois anos de mandato.

Por Chico Freire

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