terça-feira, 22 de novembro de 2016

Prefeito é recebido pelo vice-governador


O prefeito eleito de Propriá Iokanaan Santana (PSB) foi recebido no início da noite de ontem, 21, no Palácio de Despacho pelo vice-governador Belivaldo Chagas. No encontro, o prefeito que estava acompanhado de alguns futuros secretários municipal, demonstrou preocupação com a atual falta de estrutura do Distrito Industrial, principalmente no tocante a não implantação do gás como também a deficiência no fornecimento de água.
O prefeito pediu apoio ao vice-governador para a implantação do gás, que na sua visão, vai contribuir de forma significativa para alavancar desenvolvimento da cidade com a geração de emprego e renda.
Muito sereno, o vice-governador disse que não faltará apoio por parte do governo do Estado para incentivar o crescimento e a geração de emprego e renda no município. “Tenha certeza que o senhor terá no governo do Estado um parceiro”, disse Belivaldo. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Escolas têm calendários diferenciados em razão da Copa - Agência do Brasil


Nas 12 cidades-sede, os alunos serão liberados nos dias ou horários dos jogos do Brasil
No ano da Copa do Mundo, as escolas estabeleceram calendários diferenciados: umas optaram por férias mais longas no meio do ano, para englobar todo o período de jogos, outras por liberar os alunos nos horários ou mesmo nos dias de jogo. Em todos os casos, o mínimo de 200 dias letivos e de 800 horas no ano estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educacao Nacional (9.394/1996) devem ser cumpridos.
A Lei Geral da Copa (12.663/2012) estabelece que os sistemas de ensino ajustem os calendários escolares de forma que as férias das redes pública e privada abranjam todo o período da Copa, de 12 de junho a 13 de julho do próximo ano. No entanto, um parecer do Conselho Nacional de Educação, deu autonomia às escolas e às redes de ensino para decidir o calendário.
Nas 12 cidades-sede, os alunos serão liberados nos dias ou horários dos jogos do Brasil e os que acontecerem no local. Nas demais, isso acontece apenas nos jogos do país.
Entre as escolas públicas, a decisão ficou a cargo das secretarias de educação dos estados e das prefeituras. "Todas as secretarias de educação discutiram democraticamente o calendário escolar, com o objetivo de garantir que esse grande evento mundial não impactasse negativamente no processo de ensino e de aprendizagem", explica a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária do Mato Grosso do Sul (MS), Maria Nilene Badeca da Costa.
Ela explica que nas escolas estaduais do MS, as férias do meio do ano vão abranger parte do período da Copa, de 8 a 22 de julho. Não haverá aula nos dias do jogo do Brasil e esses dias letivos serão repostos aos sábados antes do início da Copa.
Em outros casos, como no Distrito Federal, as aulas começarão mais cedo, na terça-feira (5). As escolas públicas estarão em recesso durante todo o período da Copa. Pernambuco começa as aulas junto com o DF, mas as férias vão de 11 de junho a 2 de julho. No Mato Grosso, as aulas começam no dia 17 de março, o recesso vai de 27 de junho a 11 de julho e haverá reposição de aulas aos sábados. Os calendários podem ser consultados nas páginas das secretarias de Educação.
Nas escolas públicas municipais, os calendários também são variados. "Nos municípios temos outra realidade, temos o ensino fundamental, as creches. São os pais que levam as crianças", explica o membro da diretoria da da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Secretário de Educação de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz. Não há um levantamento oficial dos mais de 5 mil municípios brasileiros, mas ele acredita que a maioria das cidades tenha optado por um calendário normal e que as grandes alterações tenham sido feitas nas cidades-sede.
Com os calendários já ajustados, a preocupação dos pais é como as escolas vão administrar os conteúdos. "Vamos ter prejuízos se as escolas não souberem controlar a questão de novos conteúdos e de provas", diz o presidente da a Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino (Aspa-DF), Luis Claudio Megiorin. "A cabeça das crianças e dos adolescentes vai estar 100% voltada para os jogos e não interessa se são ou não do Brasil. As escolas que optaram por dar aulas, devem levar isso em consideração".
A presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), professora Amábile Pacios, diz que o papel dos pais é fundamental para incentivar os estudantes e até mesmo para impedir que eles faltem aula. "O aluno só vai faltar aula se o responsável autorizar. A escola vai estar aberta e trabalhando". Ela acrescenta: "A escola não vai fazer um calendário para prejudicar os alunos. Temos um evento, temos que assumir isso e fazer de forma que se tenha o menor prejuízo possível".
Além de ministrar ou não aulas e os conteúdos anuais, na visão do professor de pós-graduação da Universidade Católica de Brasília e da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Célio da Cunha, a Copa é um momento de aprendizagem. "Com a presença de milhões de pessoas vindas de vários continentes e várias culturas, é um extraordinário momento de aprendizagem intercultural", diz. "A escola poderia aproveitar esse momento e trabalhar didaticamente esse evento, tanto em termos esportivos quanto das manifestações nas ruas. O que queremos para o nosso país? É uma oportunidade inédita de levar essa reflexão para a sala de aula".

Auxílio-doença dispara e eleva rombo na Previdência - Gustavo Patu - Brasília

Depois de serem alvo de um "novo modelo de gestão", os pagamentos do auxílio-doença voltaram aos níveis que levaram o governo a detectar abusos no programa na década passada.
Segundo dados recém-divulgados pela Previdência Social, o número de beneficiários se aproximou de 1,5 milhão em dezembro, num salto de quase 10% sobre o contingente de um ano antes.
O auxílio-doença previdenciário é a terceira maior despesa do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), na casa dos R$ 17 bilhões em 2013.
Entre os principais programas, foi o de maior aumento da clientela. O número de aposentados cresceu 3,8%, e o de pensionistas, 2,6%. A população brasileira cresce menos de 1% ao ano.
No fim dos anos 1990, o programa, que até então tinha dimensões modestas, iniciou uma explosão de despesas – a quantidade mensal de pagamentos, que rondava os 500 mil, triplicou no breve intervalo entre 1999 e 2004. 

Editoria de Arte/Folhapress

Como não houve nenhuma calamidade dessas proporções na saúde pública naquele período, ficaram evidentes a demanda excessiva pelo benefício e a insuficiência dos controles para a concessão.
Entre as hipóteses da área técnica para tal aumento estão as reformas feitas pelo governo FHC (1995-2002), que dificultaram o acesso às aposentadorias. Por esse raciocínio, o auxílio-doença teria se tornado um atalho para obter o amparo do INSS.
Outra parte da explicação é mais positiva: o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada elevou também o número de segurados com direito ao auxílio.
Graças a ofensiva do governo Lula, o INSS passou a ser mais rigoroso na concessão dos benefícios – que depende da avaliação de peritos– e reduziu o total de pagamentos a pouco mais de 1 milhão por mês. Mas a trajetória de alta foi retomada em 2010.
O controle do auxílio-doença fazia parte de um pacote de medidas de gestão como alternativa a uma reforma impopular da Previdência.
Argumentava-se que, com aumento da arrecadação e melhor gerenciamento da despesa, seria possível reduzir o deficit do setor sem reduzir direitos dos segurados.
A estratégia foi positiva: o deficit caiu de 1,7% do Produto Interno Bruto, em 2007, para 1% em 2013. Mas, no ano passado, as despesas superaram as receitas em R$ 49,9 bilhões – era esperada uma diferença de R$ 33,2 bilhões. A expansão do auxílio-doença ajudou a inflar o deficit.
A Folha questionou o Ministério da Previdência sobre a evolução recente do programa, mas não houve resposta

Fonte: Folha on Line

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Museu da Gente Sergipana cancela programação de Natal

Foto: Accioly 
A Diretoria do Instituto Banese informa que em virtude do falecimento do governador Marcelo Déda toda a programação do ‘Natal da Gente Sergipana’, que seria realizada entre os dias 4 e 7 desta semana, no Museu da Gente Sergipana, foi cancelada. No comunicado, a Diretoria do Instituto lembra que “Marcelo Déda, o notável homem público que tanto honrou Sergipe, foi o maior responsável pela implantação do Museu da Gente Sergipana”.
Dentro das programações do ‘Natal da Gente Sergipana’, estavam previstas apresentações musicais e de teatro de grupos culturais sergipanos, além de um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de Sergipe (Orsse).

Fonte: Banese

Dilma decreta luto oficial de três dias em pesar pela morte de Marcelo Déda

A presidente Dilma Rousseff declarou luto oficial pelo período de três dias, em sinal de pesar pela morte do governador de Sergipe, Marcelo Déda. O decreto foi publicado na edição do "Diário Oficial da União" desta terça-feira (3).
Dilma viajou ontem para Aracaju e participou, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amigos próximos e parentes de Déda, de uma missa, durante o velório do corpo, no Palácio Olímpio Campos. A presidente disse no local que o político será lembrado pelo exemplo que deixou ao enfrentar a vida com "espírito lutador, guerreiro, humanista e amigo".
O velório em Aracaju fica aberto ao público até as 12h. Às 13h, será realizada uma solenidade restrita à família do governador e, depois, o corpo será transportado para Salvador, onde será cremado.
Vítima de um câncer gastrointestinal, o governador lutava contra a doença há cinco anos. Ele estava internado desde o dia 27 de maio no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e faleceu por volta das 4h45 de ontem. Casado duas vezes, o governador deixa cinco filhos.

Eliane revela um dos últimos desejos de Déda: queria que seu povo o visse

Foto: Marcele Cristine/ANS
Uma missa reservada a familiares e a autoridades locais e nacionais marcou a chegada do corpo do governador Marcelo Déda ao Palácio-Museu Olímpio Campos na tarde desta segunda-feira, 2. O momento de fé e oração culminou numa série de depoimentos sobre o homem que esteve à frente do governo que proporcionou a Sergipe as melhorias mais expressivas de sua história.

A primeira-dama do Estado, Eliane Aquino, sua fiel companheira em todos os momentos, revelou um dos últimos desejos do governador: queria que seu povo o visse. "Nos últimos dias ele estava bem calado e eu ficava pensando o que estava passando na cabeça dele. Aí eu perguntei a ele. E ele me falou assim: meu funeral, eu quero que o meu povo me veja. E começou a chorar", contou Eliane.

"E hoje na hora que a gente veio eu só falava para ele: meu amor, aì está seu povo, aí está o povo que você tanto ama, fazendo uma baita homenagem para você. E eu tenho certeza que ele viu cada momento", concluiu a primeira-dama, interrompida pelos aplausos de todo o público presente.

Ao se pronunciar o governador em exercício, Jackson Barreto, lembrou da "preocupação humanista", do compromisso de Déda "com os mais pobres" nos momentos em que discutiam os projetos da administração.

"Companheiro de tantas jornadas, de tantas lutas, você parte mas com a certeza que mudou a face da política de Sergipe; você deixou nesta terra bons ensinamentos, de ética, respeito e humildade", ressaltou Jackson.

Para o ex-presidente Lula, as ideias de Déda permanecerão vivas na cabeça de cada sergipano. Ao dar seu testemunho, ele fez referência a muitos dos discursos do governador de Sergipe que o emocionaram. "Eu não esqueço o discurso que você fez para mim em 1989 quando fui candidato a presidente da república", comentou .

"Você fez história e essa história tem significado de vida não apenas para seus filhos e filhas, para sua família, mas para todos nós, militantes políticos deste país, de todos os partidos políticos", observou Lula, acrescentando que o conceito de convivência democrática de Déda o fez ser um homem querido por todos.

Fonte: ANS











segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Governador de Sergipe, Marcelo Déda morre aos 53 anos em São Paulo

Morreu às 4h45 desta segunda-feira (2), aos 53 anos, o governador de Sergipe,Marcelo Déda (PT). Vítima de um câncer gastrointestinal, o governador foi internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 27 de maio, com dificuldades para se alimentar. Nos últimos dias, o estado de saúde do governador havia se agravado e, no sábado (30), o hospital divulgou boletim médico, afirmando que o quadro de Déda era grave e que apresentava "piora progressiva".

Casado duas vezes, atualmente com a repórter-fotográfica Eliane Aquino, o governador deixa cinco filhos. No seu lugar assume o vice-governador, Jackson Barreto, do PMDB.
O governo decretou luto de sete dias no Estado, além de ponto facultativo até terça-feira. As aulas das escolas estaduais também foram suspensas.
Advogado formado pela Universidade Federal de Sergipe, Déda estava em seu segundo mandato. 
A família postou uma mensagem no Twitter do governador. "O céu acaba de ganhar mais uma estrela. Marcelo Déda voou 'nas asas da quimera'. Paz e bem". Déda será velado no Palácio Museu Olímpio Campos, ainda em horário a ser definido. O corpo deve chegar a Sergipe às 16h do horário local (17h em Brasília). O velório será aberto à população. Ele será cremado, conforme seu pedido.
Em outubro de 2012, ele anunciou a descoberta de um câncer no estômago. Desde lá inciou um tratamento intenso, em São Paulo, que resultou em afastamentos. Em maio, se afastou pela última vez para intensificar os tratamentos.
A última postagem de Déda pelas redes sociais foi em 10 de novembro, pelo Twitter, quando comentou sobre as eleições estaduais do PT.
Dilma publicou nota de pesar em que afirmou que "como prefeito, deputado e governador, Marcelo Déda exerceu a política com P maiúsculo". 
Na última foto que publicou, em 29 de outubro, ele aparece ao lado da presidente Dilma Rousseff, que o visitou na data. Com uma camisa do Flamengo, o governador aparece sorridente, mas visivelmente debilitado.

PALÁCIO DO PLANALTO MUDA IMAGEM DO FACEBOOK EM HOMENAGEM AO GOVERNADOR DE SERGIPE

  • Reprodução/Facebook

Programas eleitorais ao vivo

Natural do município de Simão Dias (a 100 km de Aracaju), Déda participava do cenário político desde a década de 1970, nos movimentos secundaristas, quando conheceu o então dirigente sindical Luiz  Inácio Lula da Silva. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), no início dos anos 1980, Marcelo Déda foi fundamental na consolidação da legenda no Estado.
Em 1985, o PT decidiu lançar o nome de Déda para concorrer às eleições municipais de Aracaju, com o objetivo de se firmar como um partido nacional. Na época, com 25 anos e sem recursos para a campanha, o candidato fez todos os programas eleitorais gratuitos de televisão ao vivo e apenas com a bandeira do partido na parede do cenário, montado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Em entrevista a Fernando Rodrigues, em 16 de janeiro de 2010, o governador comentou a doença e falou sobre o momento político daquele ano.
"A lei me facultava fazer ao vivo, então eu ia cru, pregava uma bandeira com durex e estava pronto o cenário do 'ao vivo'. Aquilo que era uma desvantagem virou uma vantagem porque me transformei no âncora do programa eleitoral", relatou o governador de Sergipe em sua página oficial na internet.
Na eleição municipal, mesmo com recursos para a confecção de 5.000 cartazes, Déda ficou em segundo lugar com quase 19 mil votos. Logo em seguida foi eleito deputado federal por Sergipe.
Um ano depois, ele foi eleito deputado estadual com mais de 32 mil votos. O revés eleitoral ocorreu em 1990, quando tentou se reeleger para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa. Acusado de ter priorizado as atividades legislativas em detrimento dos movimentos sociais, Marcelo Déda obteve 10% dos 33 mil votos que o elegeram em 1986.
Em 1994, foi eleito para a Câmara dos Deputados e, em 2000, conquistou o primeiro mandato de prefeito de Aracaju referendado por 52,8% dos votos válidos. Foi escolhido como líder do PT na Câmara entre 1998 e 1999. Reeleito em 2004, Déda começou a consolidar a trajetória política para a candidatura ao governo de Sergipe.
Em 2006, deixou a prefeitura de Aracaju para se candidatar ao comando do Estado. Eleito em primeiro turno com 52% dos votos, Déda investiu em infraestrutura no interior do Estado.
Em entrevista à "Agência Brasil", durante a campanha à reeleição, Marcelo Déda disse que o foco de seu governo no segundo mandato – 2010 a 2014 – seria o combate à violência, o aprofundamento das políticas sociais e a continuidade das obras de infraestrutura iniciadas em 2006. (Com Agência Brasil)
Fonte: Uol